Fato: me surpreendeu, e muito, o título dessa reportagem.
Ao fazer a leitura percebi que a escola realmente tem muito o que aprender, e não somente com a evolução e a agilidade das informações que surgem a cada momento, mas também entender melhor todo o contexto e a vida cotidiana do aluno. Como ele vai a escola? Como sua família se relaciona? Ele tem família? Acessa a internet? Sabe o que é internet?
Parece piada quanto ao questionamento se alguém sabe ou não o que é internet, mas é verdade, muitos nem sabem o que é, e vivo essa experiência na escola que trabalho, a diferença de classe social, por exemplo. Muitos nunca foram ao shopping, e olha que a cidade nem é tão grande, muitos nunca comeram uma pizza.
Bom pessoal, só trouxe esses "detalhes" para dizer que a escola nao somente tem algo a aprender, mas ela tem muito o que aprender.
Segue a reportagem que me despertou para o assunto!
A escola precisa aprender
Ailton Nazareno Soares
É comum ouvir argumentos de que as novas gerações leem menos e que vivem mergulhadas na internet. Contudo, sabe-se que a publicação de livros cresceu substancialmente no mundo inteiro, inclusive no Brasil. Calcula-se que cerca de 6 mil livros estejam sendo lançados por dia nas Américas, Europa e Ásia. Afinal, qual a explicação para esse paradoxo? Estariam as velhas gerações, sozinhas, justificando o aumento das publicações. Engano!
Um grave dilema de muitos educadores é conseguir situar-se no contexto da velocidade das mudanças, entender a cabeça do jovem e reconhecer que as velhas metodologias de ensino, que tão bem projetaram as gerações mais velhas para o mercado de trabalho e, principalmente, motivaram-nas para a leitura, da inquietação, ansiedade e à formação dos jovens do terceiro milênio. Hoje, a criança de quatro anos já se distrai no computador. Está errado? Não vamos entrar no mérito. O que importa é a necessidade de revermos a estrutura e as metodologias didático-pedagógicas, em busca de respostas à perplexidade das mudanças que ocorreram. A ciência não poderá abrir mão da comprovação de resultados das pesquisas, até porque estariam em jogo a vida humana, o meio ambiente, etc. Da mesma forma, a tecnologia precisa de evidências para ser utilizada no sentido de proporcionar qualidade de vida ao ser humano. Isto, contudo, não dá direito à escola de se sentir acima das transformações que ajudou a provocar. Precisamos ensinar o aluno a aprender a pesquisar e a desenvolver suas competências e habilidades. Com certeza, a leitura será o reforço que o aluno não dispensará na sua formação.
(Negritado por mim)
Diário Catarinense, 30/07/2009 - Florianópolis SC